Continuação da lista de doenças já existentes antes da gravidez.
A rubéola é uma doença viral transmitida por via respiratória que causa sintomas como febre, manchas e dores no corpo, dificuldade ao engolir, nariz entupido, entre outros. A transmissão fetal é mais frequente nos primeiros três meses causando malformações no feto. É necessário verificarmos, através de análises ao sangue, se estamos protegidas contra esta doença, mesmo que já tenhamos levado a vacina preventiva. Isto porque esta pode perder efeito com o passar do tempo. Se a infecção fetal for confirmada, dado que não existe tratamento, poderá ter de se interromper a gravidez.
A Hepatite B é uma doença infecciosa que ataca o fígado e que pode ser assintomática durante muito tempo, até ao dia em que se lembra e ataca com força através de sintomas como vómitos, pele amarelada, fadiga, dor abdominal, entre outros. Sendo contagiosa pode passar de mãe para filho, principalmente se ocorrer no final da gravidez. O bebé ao nascer ser-lhe-á administrada a vacina contra a hepatite B e ainda anticorpos para combater o vírus. Se o bebé estiver vacinado e protegido contra esta doença, não existe qualquer contra-indicação para a amamentação.
Os problemas da tiróide são relativamente comuns e existem 2 tipos. O primeiro é o hipotireoidismo cuja causa mais comum é a deficiência de iodo. Portanto, suplementação de iodo na gravidez!! Muito importante! O segundo é o hipertireoidismo que surge normalmente associado à Doença de Graves, e pode dar origem a taquicardia, perda de peso e intolerância ao calor. As complicações fetais que pode causar incluem restrição do crescimento intra-uterino, taquicardia fetal, prematuridade e morte fetal. Os fármacos escolhidos devem ser administrados na menor dose possível dado que podem causar hipotiroidismo fetal. Se houver antecedentes deste tipo de doenças, então temos de fazer análises logo no início da gravidez.
Sugestão: suplementação de iodo na gravidez
A epilepsia é um transtorno neurológico que, embora não tenha cura, pode ser controlado através de medicação. Os sintomas vão desde uma perda de consciência até grandes convulsões, e os ataques podem ter durações e intensidades variáveis. Durante a gravidez a epilepsia tem tendência a manter-se ou até melhorar, embora existam alguns casos em que piora. Os medicamentos utilizados podem vir a interferir com o desenvolvimento do bebé e, como tal, é necessário discutirmos a medicação com um médico especialista. É também importante fazermos a suplementação do ácido fólico, dado que estes medicamentos minimizam a sua absorção.
A talassémia é uma forma de anemia genética que faz com que exista uma menor quantidade de hemoglobina normal sendo a mais comum a beta-talassémia minor. Se tivermos um histórico de anemia ou casos na família, podemos ter de efectuar um estudo das hemoglobinas para chegar ao diagnóstico. Se assim for, passa a ser necessária a suplementação de folatos e ferro desde o início da gravidez. Também se torna necessário verificar se o parceiro sofre do mesmo mal, já que nesse caso surge a possibilidade de o feto vir a ter uma talassémia major em que não produz nenhuma hemoglobina normal o que tem consequências sérias como infecções, deformidades ósseas, crescimento lento ou problemas cardíacos.
O LES (Lúpus Eritematoso Sistémico) é uma doença inflamatória que pode causar lesões da pele, articulações, pulmões, sistema nervoso central, fígado e rins e que surge como uma defesa do sistema imunitário contra o próprio organismo. Nas grávidas é imprevisível, tanto se pode manter como está, como pode melhorar ou até mesmo piorar. Já no feto pode causar aborto ou parto pré-termo. Sendo assim, é muito importante que a doença seja acompanhada durante toda a gravidez, assim como a medicação utilizada.
Este post é meramente informativo e não dispensa a consulta de um médico.
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Todos os óvulos são formados nos ovários antes de nascermos. E são milhões! No entanto a maioria morre ainda antes do nascimento e muitos mais até à puberdade. Na realidade apenas 400 a 500 óvulos amadurecem e são libertados durante os nossos anos de fertilidade.
A fase mais complicada é quando se atinge a puberdade e surge a menarca, ou seja, a primeira libertação de óvulos. Esta ocorre em média por volta dos 12 anos, mas na verdade tanto pode surgir aos 9 como aos 17 anos e isto continua a ser perfeitamente normal. Nesta altura o ciclo é tão irregular que nunca sabemos quando vai aparecer. Podemos sempre fazer uma média e tentar adivinhar, mas a maioria das vezes é difícil acertar o dia exacto (embora haja sempre as sortudas!). No geral os ciclos podem variar entre os 22 e os 35 dias (existem sempre excepções). Com o uso da pílula, surgiram os ciclos completamente regulares! O seu tamanho varia consoante a pílula, mas o mais comum é o ciclo de 28 dias (incluindo os 7 dias de pausa). Existe ainda a possibilidade de fazer carteiras seguidas sem qualquer pausa, mas nesse ponto, nem todos os médicos concordam se será o melhor para o nosso corpo. Fica ao critério de cada uma de nós.
Nos homens a conversa é outra. Eles produzem cerca de 125 milhões de espermatozóides por dia, e cada ejaculação contém pode conter entre 70 a 500 milhões de espermatozóides. No entanto, destes apenas 75% são dotados de mobilidade. Se a ejaculação for muito frequente, o número de espermatozóides diminui, o que influencia a fertilidade. Portanto não vamos andar a disparar a torto e a direito quando tentamos engravidar, vamos tentar armazená-los para a altura mais provável da ovulação!
Portanto não vamos andar a disparar a torto e a direito quando tentamos engravidar, vamos tentar armazená-los para a altura mais provável da ovulação!
O primeiro dia da menstruação é considerado o primeiro dia do ciclo. Ao quinto dia os ovários começam a preparar um óvulo para ser libertado e o útero prepara-se para receber o óvulo fecundado pelo espermatozóide. A ovulação ocorre por volta do 14º dia, em que o óvulo é libertado através das trompas de Falópio e fica à espera de ser fecundado por um espermatozóide. Dos milhões de espermatozóides ejaculados, apenas centenas chegam ao óvulo. Os restantes das três uma, ou não conseguem chegar a tempo ao óvulo, ou entram na trompa errada ou são destruídos pelo caminho. A sua mobilidade pode ainda ser afectada pelo ambiente em que se encontram.
Daqui uma de duas coisas vai acontecer. Se o óvulo não for fecundado, irá secar e morrer. Após 2 semanas o útero volta ao estado anterior e expulsa o óvulo através da menstruação. Esta pode ter uma duração variável, mas o mais comum é durar 3 a 5 dias. Caso o óvulo seja fecundado, vai fazer o percurso até ao útero onde se irá implantar e passa a haver uma gravidez.
Relativamente aos treinos, a melhor altura rondará o 14º dia. Embora o óvulo só seja fecundável durante 24 horas, os espermatozóides podem sobreviver até 72 horas. Portanto os melhores dias são o 11º, 12º, 13º e 14º. No entanto, por inúmeros motivos, como variações fisiológicas, doença, idade, stress,..., estas contas nem sempre são precisas. Sendo assim damos-lhe uma margem de mais dois dias para cada lado, e portanto os dias férteis ocorreram entre o 9º e o 16º dia. Estas contas estão feitas para os ciclos de 28 dias, para os restantes é uma questão proporcional. É importante salientar que estas contas não excluem gravidez fora deste intervalo! São apenas uma maneira de tentarmos acertar com a ovulação e aumentarmos assim a probabilidade de engravidar.
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Semana 19: 8 a 12 de Maio



